*POSSÍVEIS SPOILERS A FRENTE*
Contracenando com Paulo Gustavo temos a espetacular Mônica Martelli, que já atuou junto do colega de tela em "Minha mãe é uma peça - O Filme". A ligação desses dois não é só desse filme não.
Escrevendo esta resenha descobri que este filme é uma continuação direta de "Os homens são de Marte... e é pra lá que eu vou", sendo este primeiro filme retratando a vida da personagem de Mônica (no filme, Fernanda) em sua vida de solteira, e "Minha vida em Marte" sua vida de casada.
Descobrindo isso acabo de ter um outro ótimo ponto do filme, não é necessário assistir seu antecessor para ter noção dos acontecimentos ou dos personagens, o que mostra que o filme já consegue caminhar por si só, sem depender do outro.
"Minha vida em Marte" é um filme que aborda as rotinas, felicidades e principalmente problemas no casamento (tendo como foco os casamentos que já perduram por muito tempo). Entre indas e vindas, mas nunca desistências, Fernanda tenta esquentar e apimentar o relacionamento com seu marido Tom, interpretado por Marcos Palmeira. Sem sucesso nas aproximações com Tom, Fernanda se consulta com seu amigo e sócio Anibal (Personagem de Paulo Gustavo), a partir disso ambos vivem um turbilhão de sentimentos e situações com a reflexão do que é estar casado e se entregar a outra pessoa. A grosso modo esta é a sinopse do filme.
É um filme gostoso de assistir, mesmo para aqueles mais cascas duras rende boas risadas, o humor e características que Paulo Gustavo põe em seus personagens é inigualável. O filme possui restrição para menores de 12 anos, porém acredito que deveria ser para maiores de 16, pois algumas cenas contem cunho sexual (mas nada que não esteja na nossa realidade)
Os personagens são um tanto cativantes, porém senti que a história deixou um pouco a desejar. Hora é abordado o universo do casamento e dos compromissos de Fernanda com seu marido Tom, 5 minutos depois alguma situação acontece para quebrar esse clima sério, porém muitas dessas situações são aleatórias e não fazem diferença alguma na história principal, da a impressão que estão ali para preencher lacuna.
Assistindo o filme ficava em dúvida se enxergava Anibal como uma pessoa boa ou ruim, digo isso pois o mesmo constantemente "ajudava" Fernanda a tentar reatar o casamento porém no fundo queria que ela se divorciasse para ambos curtirem a vida (na verdade ele estava pensando na felicidade dela, porém não da essa impressão). O filme tem uma mensagem bem difícil de enxergar, a principio você assiste e vê que claramente eles estão condenando o casamento e dizendo que a vida de casado não compensa, que ser solteiro é melhor, é mais feliz, ..., mas a real mensagem do filme é: A livre e pura escolha da mulher em viver sua vida como bem entender (um filme bem tapa na cara na sociedade que vivemos hoje).
Enquanto esta em fase de divórcio Fernanda viaja para vários lugares, se diverte, vai a lugares que nunca foi quando casada, o espectador vê que ela esta mais feliz, isso acaba deixando todo aquele drama de divorcio meio sem nexo.
Finalizando, apesar da história meio sem rumo e um final "ok" o filme é divertido, é ótimo para se ver com a família no cinema ou na televisão depois de um churrasco na casa da avó.
Nota: 7,0

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