*SPOILERS A FRENTE*
Mais um filme dessa nova onda/bomba de filmes de terror que estamos tendo desde 2017, porém este possui um diferencial....
A abordagem do filme é diferente dos outros lançados no mesmo ano, ao invés de apostar em JumpScares (sustos repentinos) o filme tem uma pegada mais calma, agonizante e silenciosa, literalmente hehe. Apenas adiantado a história: Um casal e seus filhos vivem em um mundo onde monstros sem visão habitam seu meio, a única maneira dos monstros se guiarem é pelo som, dai a ideia do filme ser um silencio completo.
Por incrível que pareça você fica imerso assistindo, fica imaginando como seria viver em um mundo silencioso, se comunicando apenas por gestos (diga-se de passagem parabéns para o elenco, estão fluentes em Libras, já que passam 70% do filme se comunicando por meio dela).
Neste primeiro filme ainda não é explicado a origem dos tais monstros, nem os próprios personagens sabem direito, gostei dessa dúvida no ar, o filme tem bastante essa pegada de nos deixar como se estivéssemos naquela situação, então conseguimos vivenciar bastante e imergir muito fácil.
Ao mesmo tempo gostei e não gostei do elenco, os papeis do pais: Lee (John Krasinski) e Evelyn (Emily Blunt) estão perfeitos, especialmente o de Emily Blunt, que de longe é a personagem que mais sofre ao longo do filme, sua atuação foi divina nesse filme (a titulo de curiosidade, Emily Blunt também em 2018, fez a Mary Poppins em seu novo filme).
Tanto pai e mãe são essenciais nessa história, seus comportamentos causam não só reações em seus filhos mas como no telespectador (ex: as cenas em que o pai aparece geralmente são cenas de conforto ou calmaria, já a mãe são cenas de estresse e situações aflitas). Por outro lado não consegui me apegar tanto as crianças, na verdade vivo um complexo aqui novamente, fiquei com um ódio tremendo por um dos filhos, a Regan (interpretada pela incrível e muito talentosa Millicent Simmonds), já que essa era a intenção da atuação dela, criar uma certa "raiva" com a personagem dela, para assim futuramente ocorrer alguma redenção, para a personagem se tornar doce ou forte. Sabem o mais impressionante de tudo isso?! Millicent durante o filme também fala em Libras, isso por que a garota é surda na vida real!!! Essa foi uma exigência do ator John Krasinski, para dar mais veracidade a história nesse mundo.
O final me deixou com uma expectativa enorme de querer ver mais, me lembro que acabou o filme e fiquei esperando para ver se tinha mais algo depois dos créditos, esse é um daqueles finais que te deixa esperando a sequencia chegar.
Uma coisa que deve ser destacada antes do fim da resenha, o sacrifício do pai. Tenho contrapontos se foi valido(bom) ou em vão (ruim), acredito que tenha sido proposital para tirar toda aquela carga calma e pacífica que o mesmo tinha, já que no auge do filme, com as coisas esquentando, toda a carga ficou por parte da mãe (que mais uma vez vivia momentos de tensão com as crianças).
O filme possui alguns furos leves de roteiro, mas coisas que são entendíveis, já foi confirmado sua sequência para 2020, então até lá espero que as dúvidas surgidas no primeiro filme sejam esclarecidas.
Ele se encaixa como terror mas depois de metade do filme se enquadra um pouco como ação, principalmente o final.
Tenho grandes expectativas para sua sequência!!!
Nota: 9,0

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